INTRODUÇÃO
· Alimentação e escolhas alimentares relacionadas ao estilo de vida e a aspectos simbólicos e imateriais; p. 23
· Os inúmeros casos de contaminação dos alimentos industriais têm levado a uma instabilidade do sistema agroalimentar; p. 23
· Deslocamento da demanda dos consumidores dos produtos industriais, padronizados e artificiais por qualidade para a produção regional, tradicional e/ou artesanal; p. 23
· Papel dos consumidores e do Estado ante as incertezas e mudanças do sistema agroalimentar; p. 23
· Pressões pelos órgãos de fiscalização sobre a produção tradicional no sentido da legalização e atendimento a normas e regras sanitárias; p. 23
· Relação entre escalas e modo de produção, qualidade e entre modelos de produção e de abastecimento de alimentos; p. 23
· A temática dos alimentos e da alimentação vem se tornando uma questão social a medida em que os problemas relacionados ao consumo de alimentos tem-se tornado casos de saúde, não apenas pela escassez ou desnutrição, mas, especialmente por tendências do padrão alimentar; p. 23
· Privilegio da leitura internacional das ciências sociais que focam os estudos sobre alimentação e reestruturação agroalimentar, p. 23
· OBJETIVO – Apresentar como novas abordagens e iniciativas têm emergido para a legitimação de alimentos tradicionais e indicar alguns desafios do atual sistema agroalimentar, bem como as potencialidades e limites da produção tradicional de alimentos no que se refere ao desenvolvimento rural; p. 23
Qualidade dos alimentos e escalas de produção
· Falta de consenso em relação ao que é qualidade dos alimentos; p. 24
· O termo qualidade apresenta significados bastante complexos; p. 24
· Contradições entre dois grandes enfoques da qualidade dos alimentos, segundo Muchnik (2004): um estaria baseado em características objetivas e o outro em múltiplas expectativas e percepções dos consumidores; p. 24
· Com a intensificação da industrialização de alimentos no Brasil a partir da década de 1980 o entendimento sobre a qualidade dos alimentos vem sofrendo alterações; p. 24
· Mudanças no sistema de produção de alimentos, incluindo substituição de matérias-primas e uso de aditivos para tornar os alimentos mais baratos e duráveis; p. 25
· Qualidade associada a grandes estruturas e a aspectos sanitários; p. 25
· Adoção de sistemas de controle, padronização e rastreabilidade; p. 25
· Produção centralizada realizada através de cadeias longas – os “impérios alimentares” (Ploeg, 2008); p. 25
· Virada de qualidade (GOODMAN, 2003) associada á proliferação de redes agroalimentares alternativas; p. 25
· As AAFNs atuam às margens do circuitos alimentares industriais hegemônicos; p. 26
· Mudanças graduais nas políticas rurais na Europa em direção ao modelo de desenvolvimento endógeno territorial; p. 25
· As redes agroalimentares alternativas apresentam renovado interesse no local, nas praticas alimentares alternativas e enraizadas socialmente; p. 25
· Enraizamento, confiança e local estão entre os conceitos-chave empregados para entender a virada da qualidade nas praticas alimentares; p. 25
· O reenraizamento de praticas alimentares nas relações sociais e econômicas regionais pode criar novos espaços econômicos capazes de resistir às forças globalizantes; p. 26
· O novo paradigma de desenvolvimento rural estaria vinculado à valorização espacial e à valorização cultural; p. 25
· Para Wilkinson (2003) a transição para uma economia de qualidade que valoriza criterios associados a tradição à pequena produção, dar-se-á a partir de iniciativas dos governos centrais e locais, associações de produtores e ONG’s, por meio da criação de plataformas, redes e parcerias; p. 26
· Cadeias curtas de produção pautadas por aspectos como confiança, qualidade, transparência e localidade; p. 26
· Por trás dos diferentes entendimentos sobre qualidade há diferentes métodos e sistemas de produção, o que conforma uma disputa política, a qual reflete diferentes interesses, agendas e valores; p. 26
· Ao preservar o “saber-fazer” as estruturas locais encontram dificuldades em responder às exigências legais em termos de estrutura sanitária e aspectos fiscais, entre outros; p. 27
· O caso dos queijos tradicionais; p. 27
DIFERENTES ESCALAS, DIFERENTES MEDIDAS: repensando os critérios de qualidade para a produção tradicional
· Predominância do paradigma produtivista a partir do inicio da industrialização; p. 27
· Na visão normativa de qualidade, as estruturas de produção de alimentos devem ter não apenas tamanho mínimo como também ser cada vez mais automatizadas e dotadas de equipamentos e utensílios que dificultem ou impeçam a contaminação e permitam fácil higienização; p. 27
· A Legislação Brasileira de Alimentos baseia-se na normatização do Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos e nas normas estabelecidas pelo Codex Alimentarius, em que sobressaem ferramentas como Boas Praticas de Fabricação, Analise de Perigos e pontos críticos de controle; p. 27
· Percebendo a crescente valorização e confiança em alimentos produzidos localmente, as grandes empresas produtoras/distribuidoras de alimentos, percebendo essa valorização como um novo nicho de mercado, têm procurado se apropriar dessa tendência; p. 29
· Há espaço para a valorização de alimentos tradicionais?
· Quais seriam as principais motivações dos consumidores para consumirem estes produtos?
· Para Giuvant (2003) o conceito de reflexividade é a chave para analisar o processo de escolhas de consumo e de suas relações com os estilos de vida; p. 30
· Ego-trip; p. 31
· A nova estética dos alimentos é um elemento constitutivo importante na reflexão e conscientização dos consumidores segundo Murdoch e Miele (2004); p. 32
· Importância dos movimentos sociais que promovem novos padrões de consumo, como o movimento Slow Food e o Comercio Justo, por meio, respectivamente, da ligação com a produção local e com aspectos sociais; p. 32
VALORIZAÇAO DA DIVERSIDADE NA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS
· A política para os alimentos esta em fase de transição, passando de uma política dominada pela agricultura, agronegócio e commodities para uma política dominada pelo consumo, marcada por alimentos processados, varejo e serviços, o que traria novas tensões; p. 33
· Aproximação entre produção e consumo
CONCLUSAO
· Repensar a qualidade dos alimentos implica repensar o atual sistema agroalimentar; p.
· Necessidade de investimentos no sentido de construir ferramentas ou estratégias para legitimação de produtos tradicionais; p.
· O reordenamento do sistema agroalimentar aponta para estratégias conjuntas entre produtores, consumidores e Estado; p.
· As mudanças no sistema agroalimentar são recentes; p.