Este é o blog do “PROJETO: PRÁTICAS AGROECOLÓGICAS NO PONTAL DO PARANAPANEMA”. Este projeto de extensão está sendo desenvolvido pelo CEGeT (Centro de Estudos de Geografia do Trabalho), coordenado pelo Prof. Dr. Antonio Thomaz Júnior, da FCT/Unesp Pres. Prudente através do Edital 58/2010 MDA/CNPq.


CEGeT – Centro de Estudos de Geografia do Trabalho
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP
Faculdade de Ciências e Tecnologia de Presidente Prudente
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PROJETO PRÁTICAS AGROECOLÓGICAS NO PONTAL DO PARANAPANEMA

Com o intuito de estabelecer novas ações a serem desenvolvidas pelo Centro de Estudos de Geografia do Trabalho (CEGeT) através de sua linha de pesquisa“Estrutura Societal e Formas de Uso e Exploração da Terra no Brasil: As Conseqüências para o Trabalho e para os Movimentos Sociais” e norteados pelas pesquisas que temos desenvolvido nos últimos anos, propomo-nos a realizar o Projeto de Pesquisa PRÁTICAS AGROECOLÓGICAS NO PONTAL DO PARANAPANEMA/SP. Nossa intenção é mapear e identificar as atividades agroecológicas havidas no Pontal do Paranapanema/SP, em contraposição à alternativa do agrohidronegócio, em especial, à expansão do cultivo da cana-de-açúcar, visando compreender as tramas e conseqüências advindas de cada uma dessas possibilidades/realidades, a do agrohidronegócio e a da agroecologia em potencial. Assim, propõe-se acompanhar e registrar as atividades agroecológicas no Pontal do Paranapanema, sendo que, por meio desse Projeto pretendemos investigar como os agricultores/camponeses mantêm-se na luta pela terra de trabalho a partir do conhecimento e manejo de práticas agroecológicas.

Qualidade dos alimentos, escala de produção e valorização de produtos tradicionais CRUZ, Fabiana Thomé da; SCHNEIDER, Sérgio.


INTRODUÇÃO
·      Alimentação e escolhas alimentares relacionadas ao estilo de vida e a aspectos simbólicos e imateriais; p. 23
·      Os inúmeros casos de contaminação dos alimentos industriais têm levado a uma instabilidade do sistema agroalimentar; p. 23
·      Deslocamento da demanda dos consumidores dos produtos industriais, padronizados e artificiais por qualidade para a produção regional, tradicional e/ou artesanal; p. 23
·      Papel dos consumidores e do Estado ante as incertezas e mudanças do sistema agroalimentar; p. 23
·      Pressões pelos órgãos de fiscalização sobre a produção tradicional no sentido da legalização e atendimento a normas e regras sanitárias; p. 23
·      Relação entre escalas e modo de produção, qualidade e entre modelos de produção e de abastecimento de alimentos; p. 23
·      A temática dos alimentos e da alimentação vem se tornando uma questão social a medida em que os problemas relacionados ao consumo de alimentos tem-se tornado casos de saúde, não apenas pela escassez ou desnutrição, mas, especialmente por tendências do padrão alimentar; p. 23
·      Privilegio da leitura internacional das ciências sociais que focam os estudos sobre alimentação e reestruturação agroalimentar, p. 23
·      OBJETIVO – Apresentar como novas abordagens e iniciativas têm emergido para a legitimação de alimentos tradicionais e indicar alguns desafios do atual sistema agroalimentar, bem como as potencialidades e limites da produção tradicional de alimentos no que se refere ao desenvolvimento rural; p. 23
Qualidade dos alimentos e escalas de produção
·      Falta de consenso em relação ao que é qualidade dos alimentos; p. 24
·      O termo qualidade apresenta significados bastante complexos; p. 24
·      Contradições entre dois grandes enfoques da qualidade dos alimentos, segundo Muchnik (2004): um estaria baseado em características objetivas e o outro em múltiplas expectativas e percepções dos consumidores; p. 24
·      Com a intensificação da industrialização de alimentos no Brasil a partir da década de 1980 o entendimento sobre a qualidade dos alimentos vem sofrendo alterações; p. 24
·      Mudanças no sistema de produção de alimentos, incluindo substituição de matérias-primas e uso de aditivos para tornar os alimentos mais baratos e duráveis; p. 25
·      Qualidade associada a grandes estruturas e a aspectos sanitários; p. 25
·      Adoção de sistemas de controle, padronização e rastreabilidade; p. 25
·      Produção centralizada realizada através de cadeias longas – os “impérios alimentares” (Ploeg, 2008); p. 25
·      Virada de qualidade (GOODMAN, 2003) associada á proliferação de redes agroalimentares alternativas; p. 25
·      As AAFNs atuam às margens do circuitos alimentares industriais hegemônicos; p. 26
·      Mudanças graduais nas políticas rurais na Europa em direção ao modelo de desenvolvimento endógeno territorial; p. 25
·      As redes agroalimentares alternativas apresentam renovado interesse no local, nas praticas alimentares alternativas e enraizadas socialmente; p. 25
·      Enraizamento, confiança e local estão entre os conceitos-chave empregados para entender a virada da qualidade nas praticas alimentares; p. 25
·      O reenraizamento de praticas alimentares nas relações sociais e econômicas regionais pode criar novos espaços econômicos capazes de resistir às forças globalizantes; p. 26
·      O novo paradigma de desenvolvimento rural estaria vinculado à valorização espacial e à valorização cultural; p. 25
·      Para Wilkinson (2003) a transição para uma economia de qualidade que valoriza criterios associados a tradição à pequena produção, dar-se-á a partir de iniciativas dos governos centrais e locais, associações de produtores e ONG’s, por meio da criação de plataformas, redes e parcerias; p. 26
·      Cadeias curtas de produção pautadas por aspectos como confiança, qualidade, transparência e localidade; p. 26
·      Por trás dos diferentes entendimentos sobre qualidade há diferentes métodos e sistemas de produção, o que conforma uma disputa política, a qual reflete diferentes interesses, agendas e valores; p. 26
·      Ao preservar o “saber-fazer” as estruturas locais encontram dificuldades em responder às exigências legais em termos de estrutura sanitária e aspectos fiscais, entre outros; p. 27
·      O caso dos queijos tradicionais; p. 27
DIFERENTES ESCALAS, DIFERENTES MEDIDAS: repensando os critérios de qualidade para a produção tradicional
·      Predominância do paradigma produtivista a partir do inicio da industrialização; p. 27
·      Na visão normativa de qualidade, as estruturas de produção de alimentos devem ter não apenas tamanho mínimo como também ser cada vez mais automatizadas e dotadas de equipamentos e utensílios que dificultem ou impeçam a contaminação e permitam fácil higienização; p. 27
·      A Legislação Brasileira de Alimentos baseia-se na normatização do Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos e nas normas estabelecidas pelo Codex Alimentarius, em que sobressaem ferramentas como Boas Praticas de Fabricação, Analise de Perigos e pontos críticos de controle; p. 27
·      Percebendo a crescente valorização e confiança em alimentos produzidos localmente, as grandes empresas produtoras/distribuidoras de alimentos, percebendo essa valorização como um novo nicho de mercado, têm procurado se apropriar dessa tendência; p. 29
·      Há espaço para a valorização de alimentos tradicionais?
·      Quais seriam as principais motivações dos consumidores para consumirem estes produtos?
·      Para Giuvant (2003) o conceito de reflexividade é a chave para analisar o processo de escolhas de consumo e de suas relações com os estilos de vida; p. 30
·      Ego-trip; p. 31
·      A nova estética dos alimentos é um elemento constitutivo importante na reflexão e conscientização dos consumidores segundo Murdoch e Miele (2004); p. 32
·      Importância dos movimentos sociais que promovem novos padrões de consumo, como o movimento Slow Food e o Comercio Justo, por meio, respectivamente, da ligação com a produção local e com aspectos sociais; p. 32
VALORIZAÇAO DA DIVERSIDADE NA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS
·      A política para os alimentos esta em fase de transição, passando de uma política dominada pela agricultura, agronegócio e commodities para uma política dominada pelo consumo, marcada por alimentos processados, varejo e serviços, o que traria novas tensões; p. 33
·      Aproximação entre produção e consumo
CONCLUSAO
·      Repensar a qualidade dos alimentos implica repensar o atual sistema agroalimentar; p.
·      Necessidade de investimentos no sentido de construir ferramentas ou estratégias para legitimação de produtos tradicionais; p.
·      O reordenamento do sistema agroalimentar aponta para estratégias conjuntas entre produtores, consumidores e Estado; p.
·         As mudanças no sistema agroalimentar são recentes; p.

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